Pensando em café. Esse casebre quente me faz pensar em café. Saio pela porta da frente e vejo a mata ao meu redor. Olho pra cima e esse teto vazado faz tanto sentido pra mim. Ouço ao fundo Kiko Zambianchi dizendo que só chove. Chove, chove. Só chove.
Me sento nos degraus e tento arrumar as idéias. Fico imaginando como ela dança. Imaginando ela rodopiando. Isso ao som da voz de Kiko. Em câmera lenta. Na chuva. Ela é bonita. O sorriso dela conforta. Mas eu nem a conheço. Bailarina estranha. Distante. Um contato a mais. Bailarina de lindo sorriso. Pequena bailarina.
Vamos juntos ao Teatro? Vamos ver ali a Mágica? A magramática da vida? Ela é interessante. É bonita. Gosto do sorriso dela. Ah, eu e esses sorrisos.
Será que vou tomar essa xícara de café?
segunda-feira, 23 de junho de 2008
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Doce Rosa
Estou sentado. O vento bate com força no meu peito, mas suavemente dedilha pelo meu rosto. Estou no fundo do vale olhando pra cima. A física em nada pode influenciar.
No alto eu sei. Na planície acima de mim vejo Rosa dançando. Na verdade a sinto. Seus pés passam pela grama e deixam pequenos sulcos na relva. Ela dança e se diverte com o vento. Eu estou de costas no vale.
Me ergo e a vejo de longe. Ela sabe que eu estou lá, mas não sei porque não vem até mim.
Agora estou no alto do monte. Sentado no pico com o som de Deus aos meus ouvidos. Ar rarefeito. Dificuldades comigo. Dificuldades com ela. Ali ao fundo ela luta contra seus próprios demônios. Eu desço e tento ajudá-la. Ela não vem a mim. Posso protegê-la. Posso lutar. Eu posso tentar. Ela não se importa. Quer me proteger? Ou acha que há melhores? Ela não diz. Ela não fala.
Eu choro e ela se vai. Meu coração se parte e escorre pra dentro da areia. Ela caminha, pula, luta, corre, foge, voa, ri, chora, e se vai. E eu aqui. Precisando dela. Da Rosa que talvez nunca confie em mim. Da Rosa que talvez nunca venha sentar ao meu lado. Não sem as máscaras muito bem confeccionadas. Não sem os disfarçes bem bolados. É como se nunca fosse minha. Como se nunca quisesse. Como se nunca deixasse. Como se... como se...
Às vezes eu não a entendo. E isso me enche de medo
No alto eu sei. Na planície acima de mim vejo Rosa dançando. Na verdade a sinto. Seus pés passam pela grama e deixam pequenos sulcos na relva. Ela dança e se diverte com o vento. Eu estou de costas no vale.
Me ergo e a vejo de longe. Ela sabe que eu estou lá, mas não sei porque não vem até mim.
Agora estou no alto do monte. Sentado no pico com o som de Deus aos meus ouvidos. Ar rarefeito. Dificuldades comigo. Dificuldades com ela. Ali ao fundo ela luta contra seus próprios demônios. Eu desço e tento ajudá-la. Ela não vem a mim. Posso protegê-la. Posso lutar. Eu posso tentar. Ela não se importa. Quer me proteger? Ou acha que há melhores? Ela não diz. Ela não fala.
Eu choro e ela se vai. Meu coração se parte e escorre pra dentro da areia. Ela caminha, pula, luta, corre, foge, voa, ri, chora, e se vai. E eu aqui. Precisando dela. Da Rosa que talvez nunca confie em mim. Da Rosa que talvez nunca venha sentar ao meu lado. Não sem as máscaras muito bem confeccionadas. Não sem os disfarçes bem bolados. É como se nunca fosse minha. Como se nunca quisesse. Como se nunca deixasse. Como se... como se...
Às vezes eu não a entendo. E isso me enche de medo
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Minha doce fortaleza
Sentado, olhando o mar, vejo Ana aproveitando as ondas. Aproveitando o doce sabor do sal.
Mas Ana é uma muralha. Uma muralha imponente que se ergue do chão para alcançar o céu. Uma muralha que proteje o próprio coração. Minha doce muralha.
Firme, forte e imponente. Doce, frágil e linda. Essa é a muralha que aprendi a admirar. Que aprendi a amar e a chamar de minha. Onde desejei e esperei colocar o meu coração tbm. Nela eu confio e por ela eu faria tudo. Até mesmo esperar o tempo. Simplesmente esperar o tempo.
Mas aqui, parado, sentado, olhando o mar, vejo Ana sem tijolos. Sem argamassa. Sem fundações profundas. Sem aquele tamanho assustador. Aqui vejo Ana brincando e rindo. Se divertindo e desejando ser mais feliz. Amando e sendo amada da mesma forma. Assim como eu sempre quis vê-la no mar. Agora ela está lá. Ela lá e eu aqui. E meu coração toma formas confusas. Ela sempre será minha doce muralha que me ama e a qual desejo que vire apenas Ana. Mas... o que ela pensa de si? E de mim? E de nós? Meus medos parecem estar mais perto quando olho o horizonte e o sol queima minhas retinas. Ana... Maria... Rosa... te amo.
Mas Ana é uma muralha. Uma muralha imponente que se ergue do chão para alcançar o céu. Uma muralha que proteje o próprio coração. Minha doce muralha.
Firme, forte e imponente. Doce, frágil e linda. Essa é a muralha que aprendi a admirar. Que aprendi a amar e a chamar de minha. Onde desejei e esperei colocar o meu coração tbm. Nela eu confio e por ela eu faria tudo. Até mesmo esperar o tempo. Simplesmente esperar o tempo.
Mas aqui, parado, sentado, olhando o mar, vejo Ana sem tijolos. Sem argamassa. Sem fundações profundas. Sem aquele tamanho assustador. Aqui vejo Ana brincando e rindo. Se divertindo e desejando ser mais feliz. Amando e sendo amada da mesma forma. Assim como eu sempre quis vê-la no mar. Agora ela está lá. Ela lá e eu aqui. E meu coração toma formas confusas. Ela sempre será minha doce muralha que me ama e a qual desejo que vire apenas Ana. Mas... o que ela pensa de si? E de mim? E de nós? Meus medos parecem estar mais perto quando olho o horizonte e o sol queima minhas retinas. Ana... Maria... Rosa... te amo.
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